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A política de fracasso da direção do SINTUFSC

A política de fracasso da direção do SINTUFSC

Nas últimas semanas o movimento dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) da UFSC, que estão em Estado de Greve, tem realizado uma série de atividades com intuito de somar à mobilização do conjunto dos servidores públicos¹, à luta da classe trabalhadora contra os ataques do governo Temer e do grande capital – como a PEC 241 (que congela o orçamento para saúde e educação nos próximos 20 anos), a reforma da previdência, a reforma trabalhista, a lei da mordaça, entre outras. No entanto, os trabalhadores têm se deparado com uma dificuldade a mais: a política aberta da direção do SINTUFSC para fracassar as lutas.

Com mais uma vitória nas eleições da direção do sindicato², ocorrida em agosto desse ano, o grupo de direita, Determinação- vinculado organicamente à reitoria de Cancellier, está se sentindo à vontade para manobrar as assembleias e impedir a organização dos TAEs para lutar.

Não bastasse construírem o esvaziamento das assembleias (em 01/09 e 16/09) e das atividades de paralização (em 22/09 e 29/09), com pouca divulgação das atividades e convocação dos trabalhadores, constroem também o esvaziamento político dos espaços do movimento. Por exemplo, usando a mesa diretora das assembleias para não submeter encaminhamentos à plenária ou convidando apenas a APUFSC e o DCE para atividades conjuntas, entidades que há anos imobilizam os movimentos docente e estudantil.

Foi neste contexto que a direção do SINTUFSC se omitiu frente a inadmissível agressão realizada pelo diretor da FASUBRA, Jorge Luiz Fernandes, a um conjunto de trabalhadoras e trabalhadores que estavam na assembleia do dia 29/09. E assim se conformou mais um, e talvez o mais intolerável deste ano, episódio da política de fracasso do SINTUFSC – ao invés do dia de paralisação servir para potencializar e organizar a mobilização, este se tornou um palco para ofensas machistas e agressões e para o silêncio da direção sindical.³

Neste cenário o desfecho mais complicado para os TAEs seria o de se deixar levar pela política nefasta da direção do SINTUFSC e esvaziar de vez as assembleias. Porém, a saída para os trabalhadores é ocupar massivamente as assembleias e as atividades do movimento, impedindo que mais cenas como as do último dia 29/09 voltem a acontecer e, a despeito da direção do sindicato, somarem-se a construção das lutas da classe trabalhadora. Amanhã, dia 05 de outubro, acontecerá outra assembleia no hall da reitoria as 14h00.

Por último, nós do UàE, reiteramos nossa solidariedade às trabalhadoras e trabalhadores agredidos e ofendidos no último dia 29. Que a barbárie e a truculência dos conservadores e pelegos sirvam apenas para nos deixar mais convictos que a luta de nossa classe pela emancipação humana é imprescindível!

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Imagem: “Operários” de Tarcila do Amaral (1933)

¹ – http://ufscaesquerda.com.br/mobilizacao-dos-trabalhadores/

² – http://ufscaesquerda.com.br/eleicoes-sintufsc-ou-a-politica-do-medo/

³ – https://www.facebook.com/taeslivresufsc/posts/1740223659571732

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