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Debate: Os ricos decidirão prender os diretores do sindicato?

Debate: Os ricos decidirão prender os diretores do sindicato?

 

Para o UàE – Sessão Debates – 08.02.2017

 

A Prefeitura Municipal de Florianópolis sob o comando do prefeito Gean Loureiro (PMDB) divulgou nota hoje (8/2) na qual afirma que “medidas judiciais mais ostensivas estão sendo tomadas” na tentativa de impedir que os trabalhadores municipais possam reivindicar livremente os direitos vilipendiados pela prefeitura em favor do pagamento de dívidas públicas e isenções tributárias que nunca foram auditadas para que o povo de Florianópolis saiba, sequer, se são legítimas.

Os trabalhadores municipais estão em greve por 23 dias e realizaram nesta semana uma imensa manifestação pacífica, com mais de 7 mil manifestantes, contra o pacote de medidas que coloca definitivamente o orçamento público à serviços dos interesses privados desta cidade.

Por medidas ostensivas, Gean Loureiro, adotou a utilização do Poder Judiciário como instrumento de coerção contra os trabalhadores. No dia de ontem, por intermédio do Procurador-geral do Município, Diogo Ptsíca, encaminhou à Justiça Estadual o pedido de prisão dos diretores do sindicato dos servidores municipais, além da destituição da diretoria e a elevação da multa para R$ 100 mil por dia. Em sua manifestação, o procurador-geral alega que o sindicato teria cometido crime de lesa pátria. Tal crime é previsto na legislação quando um sujeito atenta contra: I – a integridade territorial e a soberania nacional; Il – o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito; Ill – a pessoa dos chefes dos Poderes da União.

Fica demonstrado o uso das interpretações mirabolantes e dignas de entusiastas amadores do direito, na tentativa de justificar o injustificável: a repressão, com máscaras de constitucionalidade, às manifestações livres e pacíficas dos trabalhadores para exercer pressão política. Serão incapazes de perceber, essas fracas autoridades, que o encerramento dos meios pacíficos de organização e de luta dos trabalhadores só pode conduzir à violência?

No último dia 31 de janeiro, a desembargadora Vera Copetti havia decretado em caráter meramente liminar, a ilegalidade da greve, fixando multa diária ao sindicato como forma de constranger os grevistas.

Essa nova investida, articulada entre o poder executivo municipal e a Justiça estadual, desafiam o movimento dos trabalhadores, que apenas lutam por condições dignas de servir ao povo florianopolitano sem abrir mão dos seus direitos em favor das péssimas administrações passadas e a completa subserviência dos poderes constituídos aos interesses privados.

 

Nota: apenas o subsídio mensal do procurador-geral é de R$ 15.983,30 – sem contabilizar outras remunerações. No caso da desembargadora, Vera Copetti, apenas sua remuneração líquida, em dezembro de 2016, foi de R$ 53.694,03. São esses os sujeitos que decidem o destino de milhares.

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