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[Editorial] O UàE e as eleições para a reitoria
Foto/Reprodução. UFSC. 2015

[Editorial] O UàE e as eleições para a reitoria

UàE – 06.10.2015 – Editor geral

No dia 21 de outubro, a Comunidade Universitária irá às urnas para o primeiro turno do processo de escolha dos dirigentes máximos da UFSC. Processo eleitoral marcado pela grave crise educacional, em virtude dos cortes no orçamento federal e do aprofundamento do empresariamento da educação.

Para se ter ideia da real dimensão do problema, o orçamento discricionário autorizado para a UFSC, em 2015, foi R$ 54,82 milhões menor do que o autorizado em 2014¹. Não fosse isso, até o momento a UFSC realizou apenas 58% do R$ 1,26 bilhão de seu orçamento total. Assim, situação orçamentária da Universidade é muito séria. E os dados ajudam a compreender porque estão paralisadas as obras em toda a universidade, a política cultural está em frangalhos, as condições de salas de aulas se deteriora a cada dia, o pessoal da limpeza está sobrecarregado e visivelmente esgotado, a política de permanência estudantil vem deixando de ser uma política, entre muitos outros graves problemas.

Nesse contexto, as cinco candidaturas terão que encontrar meios de apresentar soluções reais e concretas para lidar com os grandes dilemas de nossa universidade e terão que fazê-lo diante de uma comunidade altamente polarizada entre aqueles que defendem uma universidade pública, gratuita e socialmente referenciada e aqueles que defendem uma universidade de excelência para os negócios. E ambos os polos já demonstraram que possuem disposição de lutas e enfrentamentos.

É desse modo que anunciamos o início de nossa cobertura das eleições para a reitoria, que seguirá com firmeza e serenidade até o resultado do segundo turno. Nesse momento, nossa cobertura será marcada pela isenção em relação às chapas. Convidamos igualmente todas elas para uma entrevista individual, cujo material será amplamente divulgado. Será a oportunidade² também de nosso conselho editorial elaborar um posicionamento político que orientará os demais momentos da cobertura eleitoral.

O UàE está ciente do papel que cumpre hoje na universidade. Somente nos últimos 30 dias alcançamos 111 mil pessoas através de nossas publicações e mais de 18 mil interações, o que nos consolida como um dos principais veículos de comunicação da universidade. É por isso que reafirmamos nosso compromisso com a produção de informação e o com o estabelecimento de um debate franco sobre todos os temas.

Cientes de nosso papel, não nos furtaremos de assumir uma posição – que será pública, transparente e responsável.

¹Os gastos discricionários são aqueles que a administração não é obrigada por lei a realizar, cabendo ao planejamento institucional. São gastos que, em geral, representam custeios e investimentos imprescindíveis para a manutenção e funcionamento dos órgãos da administração (Em valores reais de 2015).
²Na ausência de alguma das chapas, o conselho editorial deliberará com base no material de campanha divulgado pelas candidaturas. Porém o UàE se reserva ao direito de não realizar novos convites futuros ou oferecer outra oportunidade para as chapas que não responderem ou recusarem esse convite. Para todos os efeitos, essa entrevista será considerada a oportunidade de apresentação do contraditório e de amplo diálogo sobre os temas que balizarão o posicionamento político de nosso conselho editorial. Até o presente aceitaram participar das entrevistas duas das cinco candidaturas: Irineu/Mônica e Edson/Bebeto.

 

 

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