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[Editorial] Repressão ao movimento secundarista

[Editorial] Repressão ao movimento secundarista

EDITORIAL – UàE 15.08.2016 – www.ufscaesquerda.com

Na última quinta-feira, dia 11 de agosto, os estudantes secundaristas de São Paulo realizaram manifestações na capital. O protesto fez parte da agenda nacional dos estudantes secundaristas organizado para demarcar o dia nacional do estudante e foi fortemente reprimido pela polícia de São Paulo.

Na pauta de reivindicações os estudantes protestam em defesa da educação pública livre e de qualidade; contra o sucateamento, contra a lei da mordaça – PL 867/2015 – escola “sem partido”; contra os cortes e privatizações da educação, fechamento de salas e escolas, reorganização e a repressão militar. Além de dar continuidade à luta pela CPI da Merenda que investiga fraudes de superfaturamento e favorecimento contratual. A investigação tem averiguado o envolvimento do ex-chefe de gabinete da casa civil do governador Geraldo Alckmin, além de deputados estaduais e federais do PSDM, PSDB, PTB e SD. Já estava em andamento no Ministério Público e na polícia Civil e a CPI foi criada a partir da reivindicação e luta dos secundaristas para aprofundar as investigações.

A manifestação iniciou com a concentração no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP). No decorrer, os estudantes se encaminharam até a Assembleia Legislativa, onde a CPI da Merenda encontra-se em andamento desde maio. A Agência Brasil divulgou uma repostagem¹ citando que a própria Polícia Militar havia informado que o ato estava ocorrendo de forma pacífica. Até que no período da tarde um vídeo publicado nas redes sociais pelo Partido Pirata demonstrou a violência e o despreparo com que a polícia agiu com os manifestantes, realizando a detenção de três manifestantes que estavam, junto aos seus colegas, cantando na manifestação.

Outras repressões a manifestações dos secundaristas vêm acontecendo pelo Brasil. Por exemplo, no dia 12 de agosto, no Rio de Janeiro mais de 50 estudantes secundaristas foram detidos. Além das detenções a polícia se utilizou de bomba de gás lacrimogênio e balas de borracha para dispersar a manifestação.

Estes estudantes ousaram, em meio a tentativa de despolitização forjadas no período das Olimpíadas, sair as ruas, fechar avenidas e gritar seus gritos de ordem. Lutam não só pelas suas pautas locais e/ou pontuais, mas em defesa de toda educação pública brasileira e contra a criminalização dos movimentos políticos.

Não é por acaso que a repressão sobre estes estudantes, que desde o ano passado vem se mostrando o movimento mais avançado na organização e luta por direitos, é tão forte. Os estudantes estão dando aula aos demais setores da classe trabalhadora.

O coletivo UFSC à Esquerda vem a partir desta nota manifestar seu apoio aos estudantes secundaristas do Brasil. Contra a proposta do PL 876/2015 “Escola sem partido”, contra a criminalização dos movimentos políticos, contra as privatizações e o processo de empresariamento da educação pública brasileira.

Saudações socialistas!

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¹ Reportagem da Agência Brasil citada no texto: http://desacato.info/protesto-de-estudantes-secundaristas-bloqueia-a-avenida-paulista/

² Vídeo veiculado na página “Partido Pirata” mostrando a repressão policial:  https://www.facebook.com/PartidoPirata.BR/videos/1387429124617926/

Demais informações sobre a CPI da Merenda de São Paulo: http://www.cpidamerenda.minhasampa.org.br/#block-1309

Página do ‘facebook’ do Secundaristas em Luta de São Paulo: https://www.facebook.com/luta.secundas/?ref=ts&fref=ts

Evento do Ato Nacional pela Educação Pública em SP: https://www.facebook.com/events/1363001243714272/

fonte da imagem: página dos secundaristas em Luta de São Paulo: https://www.facebook.com/luta.secundas/?ref=ts&fref=ts

 

 

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