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[Editorial] Último dia de eleição para o DCE/UFSC

[Editorial] Último dia de eleição para o DCE/UFSC

Porque apoiamos e construímos a chapa 2 – Há quem sambe diferente?

Para além de acompanhar as eleições do DCE e a dificuldade que se encontra para mobilizar os estudantes a participar do processo, achamos importante deixar claro porque acreditamos que a chapa 2 – “Há quem sambe diferente” se coloca como uma alternativa real para superarmos o esvaziamento político que a entidade vêm sofrendo nos últimos anos na UFSC.

A chapa 2 não possui um histórico de atrelamento à Reitorias e Governos, possui militantes que pautam a permanência e historicamente estão ligados à ela e não tem medo de dizer que hoje não há outra saída para os problemas que a universidade vive, se não a mobilização política. A chapa 2 ainda acredita na capacidade dos estudantes de sonhar e lutar por uma universidade melhor e diferente. Quer fazer isso lado a lado com os estudantes, em Seminários, Congresso Estudantil e articulação constante com os Centros Acadêmicos de todos os Campis, sem apresentar respostas fáceis e cheias de armadilhas.

A chapa 1, “Chega junto”, está longe de ser uma opção quando reproduz uma proposta elaborada que se propõe a aprofundar as parcerias Público-Privadas na Universidade e ousa chamar isso de novo ou solução para os problemas que vivemos. Destinar parte das verbas das Fundações de Apoio da Universidade para a Permanência Estudantil significa atribuir uma função social para as instituições que segundo o próprio Ministro da Educação serão a porta de Entrada dos cursos pagos da Universidade, é amarrar a permanência a essas instituições que já cumprem hoje um papel perverso na Universidade e ajudar a legitimá-las como algo aceitável. Significa aceitar migalhas que podem até garantir a permanência de alguns estudantes na Universidade hoje, mas joga na lata de lixo o acesso e a permanência dos estudantes de amanhã. Além de sustentar o jogo que se faz há 3 anos nas eleições de DCE, pelo grupo político que hoje compõe a chapa 4, “Liberdade para voar”, reduzindo o debate de iniciativa estudantil à Empresa Júnior e Atlética, reciclando propostas numa tentativa desesperada de autoconstrução e disputa de base da da própria chapa 4.

A chapa 3, “Nada a temer”,  esteve atrelada até o último momento à Reitoria de Roselane Neckel, atuando ativamente em sua campanha de reeleição e contribuindo para o imobilismo dos movimentos dentro da Universidade, em busca de apagar a indignação com os absurdos tocados pela gestão. Voltam a centralidade de sua atuação para a conjuntura Nacional, mais preocupados em retomar o Governo Dilma do que em combater os cortes da educação iniciados em sua gestão e que tem continuidade no Governo Temer. Colocam que o avanço das lutas só será possível dentro de um governo legítimo, esquecendo que independente do governo que for, só se avança nas lutas quando se traz a entidade de base de volta para o cotidiano dos estudantes e longe das amarras institucionais e burocráticas.

Já a chapa 4 pode mudar de cor, de rostos nos debates, vir com propostas mais humanizadas, na linha do humanismo,, mas em nada se diferencia das ultimas gestões que estiveram afastadas dos estudantes, ainda mais quando propõe modelos empresariais para gerir uma entidade política e se apropriam das demandas do movimento feminista, das quais estiveram distantes, e endossa propostas que vêm da Reitoria para trazer mais violência ao cotidiano estudantil para legitimar a entrada da polícia com a proposta de uma delegacia da mulher dentro da Universidade.

Acreditamos que a chapa 2 é a melhor alternativa para o DCE hoje, pois todas as demais fazem ou fizeram coro com Reitorias recentes (antiga e atual gestão) e em função disso atravancaram o movimento de alguma forma. Por isso a construção, o programa e a composição da Há Quem Sambe Diferente é a melhor opção para um DCE à esquerda e comprometido com a realidade estudantil.

  • Para saber mais, você pode acessar nosso texto sobre o processo de formação de chapas: http://ufscaesquerda.com.br/os-independentes-e-as-eleicoes-do-dce/

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