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[ENTREVISTA] Representantes do CAEF denunciam a precariedade dos espaços no CDS
Ato dos estudantes de Educação Física - 21/06/2017. Foto por UàE.

[ENTREVISTA] Representantes do CAEF denunciam a precariedade dos espaços no CDS

Hoje, dia 21/06, foi realizado um ato dos estudantes de Educação Física reivindicando a reforma da piscina do Centro de Desportos. A piscina encontra-se interditada desde o semestre 2015.2.

O UàE entrevistou representantes do Centro Acadêmico de Educação Física sobre o ato e a condição dos espaços do CDS. Confira:

UàE > Vocês podem contar um pouco da história da piscina do CDS, como é a relação com outros espaços físicos do centro, como tem sido a discussão com os estudantes sobre esta problemática?

Representantes do CAEF > A piscina já tem um histórico de precariedade. Em 2015 os azulejos começaram a rachar e foi aberta uma licitação para que fossem reformados. O processo passou, ocorreu a reforma, mas no mesmo semestre os pisos começaram a rachar de novo, por causa desse sistema de licitação que escolhe não por qualidade, mas por preço. Veio outra reforma que fechou a piscina. Quando a piscina ficou pronta, teve um novo problema com a casa das máquinas, que junta a parte elétrica e a parte hidráulica, e por questão de segurança a piscina foi fechada de novo. Desde 2015.2 a piscina está fechada.

Nossa preocupação é que, além da piscina ser fundamental para nossa formação — existem quatro disciplinas do curso de Educação Física que trabalham com a piscina —, a comunidade externa da UFSC fica sem acesso à piscina; através dos projetos de extensão, eram atendidas 770 pessoas. Os estudantes de outros cursos da UFSC também ficam sem acesso, já que podiam se matricular através do EFC (Educação Física Curricular), que atendia 371 pessoas; no total, ficam 1271 pessoas sem atendimento e acesso a esse espaço tão importante para o CDS.

Além disso, a piscina arrecadava semestralmente R$99.250,00, e isso tinha consequências para outras manutenções dentro do centro, além de possibilitar o auxílio aos espaços estudantis, às disciplinas e saídas de estudo, tudo isso a gente está sem agora, porque a principal fonte de renda do CDS está desativada.

É um processo que está há dois anos se enrolando, é um descaso com o espaço de importância não só para a Educação Física como também para a UFSC inteira, e por isso chegamos nesse momento de mobilização coletiva: chega de esperar!

UàE > Existem outros espaços precarizados no CDS?

CAEF > No CDS estão sendo construídas várias obras, como a reforma das quadras externas, que estão sem reforma há 20 anos, desde que foram construídas. Só agora começaram a reformar. Teve a troca dos pisos nos três ginásios, mas percebemos que essa não era a principal urgência para nosso Centro; por exemplo, no mesmo ginásio em que tinham sido trocados os pisos, uma semana depois da inauguração quase pegou fogo na fiação de uma lâmpada; foram chamados os bombeiros para apagar o foco de incêndio, e o ginásio ficou desativado por uma semana. Os bombeiros disseram que o espaço deveria ficar interditado pela condição elétrica, e mesmo assim ele voltou a ser usado.

São feitas obras mas não são consultados os estudantes, as pessoas que vão de fato usar os espaços. Se viessem consultar a gente, perguntar se seria mais prioritário um piso novo ou a troca de fiação, lâmpadas que não caíssem nas nossas cabeças, eu aposto que os estudantes iriam optar pelo segundo. Os pisos novos também alteram os esportes que eram praticados no ginásio, como o tênis, que não é mais possível jogar com o piso novo.

Além disso, o piso dos ginásios não suporta cadeira de rodas. Colocaram os pisos novos sem compreender o que o ginásio atendia ou não atendia, e aí, para não acabar com os projetos, a direção resolveu continuar com os esportes acessíveis, desafiando a garantia do piso. Tudo isso por uma questão muito simples: quem financiou praticamente toda a obra foi a deputada Angela Albino, do PCdoB, com o objetivo de dar visibilidade eleitoreira; não era a demanda principal do CDS.

As quadras estão sendo reformadas, repaginando a estrutura de árvores, de canteiros, pra deixar bonito do lado da nova pista de atletismo. Foram feitos para colocar em evidência a pista, mesmo não sendo a prioridade.

Nas salas de aula, sempre tivemos problemas com os pombos, um problema tão simples e que não conseguem resolver. Há uns dois anos, teve um momento que uma aula teve de ser interrompida, todo mundo teve que sair da sala, porque começou a descer um monte de piolho de pombo pela parede. Tomaram várias medidas paliativas, mas ontem mesmo a sala inteira estava rindo porque todo o teto estava sendo ciscado pelos pombos.

Existem vários outros reparos com prioridade para serem feitos, e que não foram feitos por interesses eleitoreiros, em conjunto com a Reitoria.

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