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JCA e a Universidade Pública: É a crítica que nos leva a uma política de derrotas?

JCA e a Universidade Pública: É a crítica que nos leva a uma política de derrotas?

Quando se coloca duras críticas a política que é tocada pela JCA – Juventude Comunista Avançando, infelizmente ainda perduram as tentativas de reduzir o debate a pequenezas, desqualificar o lugar de onde ele parte e nenhum contraponto aos argumentos e fatos apresentados é feito. Em momento algum se faz um debate sério sobre o que tal modo de fazer política significa, quais suas consequências e as quais traições e derrotas já nos conduziram.

Como uma organização que foi capaz de ceder 50% da administração do prédio de convivência para a Reitoria – um prédio dos estudantes, hoje abandonado pela precarização e prestes a ser conduzido a um projeto proposto pela gestão Cancellier sem nenhum debate com o movimento estudantil* -, que foi capaz de compor e defender a reeleição da gestão Roselane – que foi até onde nenhuma gestão tinha ido até então no combate aos movimentos de defesa da Universidade Pública¹ e em realizar reformas nos Conselhos Universitários que abriram  as portas para as políticas de parceria público-privadas que ganham corpo hoje na Universidade² – é capaz de seguir sem uma linha de autocrítica, sem alterar em nada a forma de fazer política?³

Não se trata meramente de quais as articulações políticas que são feitas, se quem a compõe são organizações, movimentos, coletivos ou centros acadêmicos, embora isso também expresse o caráter de tais movimentações. As graves posições políticas com as quais nos deparamos nos últimos anos são forjadas a partir de determinadas práticas e compreensões sobre como fazer política. É disso que se trata no fim das contas: a atuação política que nos levou aos abismos do Roselanismo não acabou, continua a mesma. Se não formos capazes de manter o rigor político quanto a isso, a que abismos mais seremos carregados?

 

*Mauro Passos noticiando em seu blog a articulação com a Reitoria para desenvolvimento do museu do futuro no Centro de Convivência: http://mauropassos.blogspot.com.br/2017/01/ufsc-modernidade-e-inovacao.html

¹Discutimos sobre as investidas contra os movimentos em defesa da educação nesses dois textos: http://ufscaesquerda.com.br/editorial-reabertura-do-ru-a-brutalidade-do-roselanismo-diante-do-esfacelamento-do-imobilismo/

http://ufscaesquerda.com.br/editorial-roselane-e-amante-nao/

² É possível conferir o debate sobre os avanços na abertura para políticas de parcerias público-privadas nos seguintes textos:

http://ufscaesquerda.com.br/pauta-bomba-e-encaminhada-no-conselho-universitario/

http://ufscaesquerda.com.br/conselho-universitario-e-o-contrato-com-a-ebserh/

http://ufscaesquerda.com.br/editorial-os-filhos-bastardos-do-empresariamento-universitario/

³ Embora uma série de materiais de campanha da chapa para a Reitoria “A UFSC é nosso compromisso” (Roselane Neckel e Lúcia Helena Martins Pacheco) com militantes da JCA defendendo a reeleição de Roselane e notas que expressavam seu posicionamento sobre as eleições em seus sites, aparentemente não se encontrarem mais disponíveis, é possível acessar alguns registros em materiais da página da chapa, como este vídeo: https://www.facebook.com/compromissoufsc/videos/149045578779666/?autoplay_reason=gatekeeper&video_container_type=0&video_creator_product_type=2&app_id=2392950137&live_video_guests=0

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