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[Notícia] Roda de conversa do ANDES: o imobilismo e o movimento docente

[Notícia] Roda de conversa do ANDES: o imobilismo e o movimento docente

O ônus das políticas de austeridade encomendadas pelo governo federal se fazem sentir para os trabalhadores. O índice de desemprego, o sucateamento dos serviços públicos, o dreno do fundo público para o buraco sem fundo da acumulação anunciam o inverso do plano de “recuperação econômica” professado por Temer e seus ministros. A Reforma da Previdência, cuja votação está prevista para a primeira quinzena de abril, prepara o terreno ao lado da PEC 55 para o fim da previdência e a espoliação do Capital até a última gota de sangue de nossa classe.

Na manhã de 15/03, dia de mobilização nacional contra a Reforma da Previdência, o ANDES convidou a comunidade universitária para iniciar a discussão sobre as estratégias de mobilização na UFSC. Estavam presentes cerca de 25 pessoas, das 3 categorias, em especial docentes do ANDES e não-sindicalizados.

A discussão de estratégias passa pelo entendimento crítico da situação da nossa universidade, que se vê cercada pelo imobilismo das organizações de esquerda e o comprometimento dos espaços oficiais – a APUFSC, o SINTUFSC, o DCE – com as gestões da reitoria e seu projeto de privatização da universidade pública.

No movimento docente, o conservadorismo da APUFSC é a pedra angular que trava a organização dos professores para efetivar suas reivindicações. A seção do ANDES buscou o diálogo com a APUFSC diversas vezes, sem resposta, com o entendimento que só a unificação do movimento e a permeabilidade do debate para dentro das paredes da Associação poderá recuperar o sentido e a importância que a atuação crítica dos professores tem para a formação dos estudantes e para a correlação de forças na universidade – esse meio conservador em que a docência ainda tem um peso desproporcional nas decisões.

Novos professores ainda ingressam em uma conjuntura de anulação da memória social, na qual não se discutem os temas essenciais para nosso contexto histórico, professores que muitas vezes têm papel ativo na propagação da ideologia privatista. Um movimento docente crítico é essencial também no sentido de resgatar o histórico da luta de classes e balançar as concepções desses docentes que foram formados dentro de uma perspectiva individualista e limitada da realidade social.

Foram tirados como encaminhamentos da roda de conversa: a formação de uma comissão de mobilização docente, que fará o esforço em cada um dos centros e departamentos de convocar os professores para organizar-se, a fim de realizar uma reunião na semana que vem; e a retomada dos esforços de unificação entre as categorias e segmentos em uma Comissão de Mobilização Unificada, que deu seus primeiros passos durante as ocupações dos centros no semestre passado, e a chamada de reunião da Comissão para o dia 30/03 às 11h30, no hall da reitoria.

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