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[Opinião] A direita rosna e só pede sangue

José Braga para UàE – 09.10.2017

Há muito uma direita decrépita e raivosa retornou a cena pública. Não nos enganemos, eles não haviam acabado com o fim da ditadura – mas, de seus porões levantaram novamente. Como se nada mais os constrangesse espumam novamente nas ruas, nos jornais, nas redes sociais e também na Universidade.

Montados no lema da insegurança e do combate a corrupção rogam preces à justiça: exigem que as polícias e os juízes sejam os grandes sujeitos da vida pública. Pedem cadeia, dor, tortura e punição a todos que não cabem na sua moral e bons costumes. Nós os temos visto Brasil afora. São MBLs, EPLs, Frotas e Mourões (referência ao general que recentemente declarou que o exército estaria pronto a intervir no caso da instalação do “caos”).

Na UFSC não é diferente. Sem qualquer constrangimento eles bradam por tortura.

Na ocasião da publicação de texto de Marco Meira neste jornal, que criticava o poder policial, compartilhado no grupo do Centro Tecnológico, Brener Martins que esteve no centro do MBL em Florianópolis e fundador da chapa Zero, proclamou:

“Pena que não apanharam e/ou foram todos encarcerados como os animais que são”. É isto que a direita tem a dizer sobre aqueles que não fazem seu jogo. Esta é a verdadeira face de sua moral e de seus bons costumes.

Os discursos raivosos da direita fomentam os linchamentos e o escárnio. Incentivam a prisão e a tortura em massa da juventude pobre e negra do país – e sabem bem que as condições do cárcere são terríveis. Incentivam o genocídio nas periferias do país. São os fiadores da barbárie. Pedem apenas sangue.

E, sua memória atua em função da conveniência de seus pequenos interesses: no afã de condenar o petismo esquecem-se que em seu governo o poder policial foi expandido. Foi criada a força de segurança nacional, massificada ainda mais a prisão da juventude, autorizado o uso das forças armadas para agir nas favelas, para citar apenas alguns exemplos. Esquecem que a corrupção endêmica no país teve sempre um principal beneficiário: a própria direita e suas empresas.

Em nome dos seus umbigos abandonam qualquer compromisso efetivo com a vida.

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