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[Opinião] Eleições para a direção do CED: a democracia em jogo

[Opinião] Eleições para a direção do CED: a democracia em jogo

José Braga – UàE – 19.09.2017

Hoje, 19 de setembro, ocorre a última etapa da eleição para a direção do Centro de Ciências da Educação (CED) da UFSC. A votação foi dividida em dois momentos, no dia 15 deste mês votaram os estudantes do curso de educação no campo, hoje votam os demais membros da comunidade localizados no campus trindade.

Na noite de hoje, apurados os votos e com o resultado da eleição em mãos teremos o desfecho de um processo de lutas pela democracia no centro e finalmente serão eleitos os diretores da unidade. Entenda-se: desde o ano passado, quando a eleição deveria ter ocorrido, uma série de problemáticas e de ataques a comunidade do CED vem sendo desferidas, resultando inclusive na vitória nas urnas do voto nulo em junho deste ano.

Leia também: Eleições para direção do Centro de Ciências da Educação ocorrem dia 13/06;  Não ao autoritarismo e a truculência nas eleições do CED; Duas chapas se inscrevem para a eleição da Direção do CED.

São duas chapas inscritas: a chapa 1  “Somos Todos CED” com os professores David Antonio Costa, e Adilson Luiz Pinto; e a chapa 2  “Por Um CED Plural e Democrático” de Antonio Alberto Brunetta, e Roseli Zen Cerny. Está em jogo hoje a democracia do centro frente ao autoritarismo e a política de empresariamento.

Mais informações: O que os debates entre as chapas para direção do CED nos mostraram até agora

A chapa 1, que disputou a eleição em junho, já naquele momento demonstrou sua face autoritária. Naquele momento, junto ao professor Willian Vianna, a chapa buscou junto ao conselho universitário a anulação da decisão do conselho de unidade do CED que seguia orientação de Assembleia realizada no centro com mais de 200 presentes pela realização de um novo processo eleitoral amplo e democrático. E mais, o professor David A. Costa, ingressou com um mandado de segurança na Justiça Federal pleiteando a recondução ao cargo de Diretor – cargo ao qual não havia sido eleito. O pedido foi indeferido.

Ainda assim, ficou evidente a comunidade do centro a arbitrariedade de suas ações e desrespeito a democracia e a coletividade do CED. Não à toa, no último pleito, em que eram a única chapa inscrita, venceu o voto nulo.

Este tipo de truculência é próprio daqueles compromissados com as políticas de empresariamento da universidade: a chapa defende claramente as empresas juniores, e as parcerias público privadas. O que se torna ainda mais grave no CED, um centro com tradição democrática e que realiza historicamente esforços, tanto pela via da produção de conhecimento quanto pela militância na defesa da Universidade Pública.

Já a chapa 2, tem se posicionado claramente contra as políticas de privatização. E se mostrado disposta ao compromisso com a democracia do CED. O que tampouco poderia ser diferente, afinal esta chapa só pode se candidatar com a luta coletiva da comunidade para impedir as medidas anti-democráticas que imperaram na eleição até então. A chapa tem amplo apoio entre docentes, TAEs e estudantes (com apoio declarado do Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Centro Acadêmico Livre de Pedagogia).

De todo modo, o que quero salientar aqui é que o que está em jogo hoje no CED é a democracia universitária frente à pequenez truculenta das políticas de empresariamento – e dos interesses particularistas daqueles que o levam a cabo no interior da Universidade.

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