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Temer e a Bolsa-Empresário: a contra face da PEC 241
Brazilian Finance Minister Henrique Meirelles (L) and acting President Michel Temer attend a meeting with business leaders at Planalto Palace in Brasilia, June 8, 2016. Brazil's annual inflation rate crept up last month to 9.32 percent, officials said Wednesday, sounding new alarm bells for Latin America's largest economy as it struggles through a deep recession. The stubbornly high inflation rate had been looking somewhat better recently, falling in each of the past three months, to 9.28 percent in April. / AFP / ANDRESSA ANHOLETE (Photo credit should read ANDRESSA ANHOLETE/AFP/Getty Images)

Temer e a Bolsa-Empresário: a contra face da PEC 241

UàE – 17.10.2016

Na madrugada de ontem, 16 de outubro, uma singela reportagem é publicada no jornal Folha de São Paulo, com o título: “Bolsa Empresário resiste a ajuste no Governo Temer e deve custar R$224 bi”[1]. A notícia relata que os gastos do Estado com subsídios financeiros e isenções tributárias[2] não será afetada pela PEC 241, que congela o orçamento da União por 20 anos, e que o governo prevê o gasto de R$ 224 bilhões com estes programas em 2017.

Nada surpreendente, a previsão do orçamento para 2017 e o que a Folha chama de Bolsa-Empresário, que é apenas uma parte da sanha empresarial sobre o fundo público, reafirmam a lógica do conjunto de políticas neoliberais do Estado brasileiro desde, ao menos, 1991 – e que são aprofundadas pelo governo golpista de Temer. Afinal, este o propósito da PEC 241 – precarizar os serviços públicos, em especial a saúde e educação, e privatizá-los. É a lógica de vale-tudo do Capital!

E é isto que está em jogo com esse conjunto de reformas: a saúde e voracidade das empresas sob a deterioração, cada vez maior, das condições de vida da classe trabalhadora. Por isso, frente a PEC 241, a Reforma do Ensino Médio, a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, o PLC 257, as Bolsas-Empresários, frente o Estado do Capital, a única saída para a classe trabalhadora é a luta política! Por isso, nos próximos passos da luta da nossa classe a grande paralisação do dia 24 de outubro será um importante dia de luta na construção da Greve Geral, que está prevista para o início do próximo mês para barrar os ataques do Capital sob os trabalhadores.

 

 

[1] http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/10/1823160-subsidios-destinados-a-empresas-resistem-a-ajuste-no-governo-temer.shtml

[2] A notícia foca principalmente nos programas voltados para o setor industrial.

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