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Universidades estaduais estão à beira da falência

Universidades estaduais estão à beira da falência

Por Luiz Costa da Redação do UàE – 13.06.2017

Diversas universidade estaduais do Brasil estão sofrendo com o intenso sucateamento causado pelo corte de gasto dos governos de seus respectivos estados. Entre elas, está a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) que começou o ano letivo sem o pagamento de salários e bolsas estudantis. Além disso, segundo o Portal Nacional da Educação, algumas universidades estaduais do Paraná estão a ponto de declarar falência.

Desde o começo do ano estudantes, professores e servidores da UERJ realizam atos e campanha na esperança de barrar os cortes de gastos do governo do estado. Os professores não recebem reajuste salarial há cerca de uma década e seus salários, assim como o dos funcionários, estão atrasados há três meses. Além disso, os estudantes que dependiam de bolsa estão sem receber desde março. Sem pagamento e serviços terceirizados, como coleta de lixo e segurança, parte dos professores continuam dando aula. A UERJ tem hoje cerca de 25 mil estudantes, entre os cursos de graduação e pós-graduação.  

O corte de gastos não se restringe apenas a universidade carioca. Os fortes cortes do governo afetam universidades no centro oeste, nordeste, sudeste e sul do país.

No Paraná, a universidade estadual de Londrina (UEL) e a universidade estadual de Maringá (UEM) também se encontram afetadas. No Conselho Universitário da UEL – órgão máximo da universidade – diretores dos centros de estudos, professores, técnicos administrativos e estudantes se reuniram para discutir quais medidas podem ser tomada perante o bloqueio de 6 milhões de reais do governo do estado. Segundo o vice-reitor da UEL Ludoviko Carnasciali dos Santos, algumas atividades vão parar simplesmente por falta de recurso do governador. As medidas suspendem as bolsas para estudantes indígenas assim como afetam diretamente os eixos de ensino, pesquisa e extensão.

Não é possível que em meio a destruição de universidades públicas outras universidades mantenham o clima de normalidade e apatia. É preciso nos unirmos para combater esses ataques!

Por uma universidade onde todos tenham acesso!

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